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Inflação no Brasil – Abril de 2013

Inflação, alguém tem dúvidas que ela esta crescendo fora do controle do governo? Ou será que o caminho que não foi planejado pelo governo para permitir, manter crédito a população, niveis de emprego elevado para conseguir manter seus níveis de popularidade elvados, penalizando a população no longo prazo.

Se o governo não controla a inflação, esta se realimenta das expectativas futuras do mercado, crescendo cada vez mais. Como todos querem manter a sua rentabilidade, utilizam-se desta expectativa futura para acrescentar sua necessidade imediata de reajuste, portanto se a necessidade de um empresário de reajuste é de 5% e a expectativa de inflação futura é de 7% esse empresário irá tentar repassar esses 7%, quem receber esse reajuste irá acrescentar os mesmos 2% e assim por diante. Claro que essa dinâmica é muito mais complexa mas o governo tem que intervir nesse momento freando as expectativas futuras, principalmente se existem restrições a produção.

Se a indústria não tem capacidade momentânea de atender a uma demanda ela aumenta os preços para captar o máximo desse excedente, e quando falamos de indústria, não é a convencional, e sim a logista – estradas, portos, etc..

Mas quem são os principais vilões desta história?
Energia? Combustível? Commodities? Capacidade produtiva da indústria? Falta de infraestrutura?

Energia – o governdo reduziu os impostos porém a participação dos gastos com energia na nossa cesta de consumo é muito menor que outros.
Combustível – o preço só tem aumentado, na gasolina o que se tem feito é acrescentar alcool para manter o preço mas se esquece que isso diminui o rendimento.
Commodities – a China grande vilã que come tudo que o mundo produz tem sido responsável pelos fortes aumentos nos preços das commodities e é uma tendência que por algum tempo não se verifica possibilidade de redução nos consumos.
Capacidade produtiva da indútria – alguns setores sinalizam estarem com a capacidade produtiva tomada, em contraponto o mercado apresenta cada vez mais sinais de desaceleração no consumo Brasileiro, portanto quem esta consumindo?
Falta de infraestrutura – é visível o problema nos noticiários, kms de engarrafamentos nas estradas próximas aos portos.

Abaixo segue duas reportagens que lí de e-mails recebo da Datamark News que confirmam essas angústias apresentas.

Inflação e endividamento vão reduzir participação da classe B no consumo
Inflação em alta e endividamento elevado vão tirar neste ano o fôlego das compras da classe B, o estrato social mais importante no consumo das famílias do País. A participação de domicílios com renda média mensal entre R$ 3,7 mil e R$ 7,4 mil no bolo total dos gastos com produtos e serviços de R$ 2,8 trilhões projetado para este ano deve ser de 48,5%, aponta estudo da IPC Marketing, consultoria especializada em avaliar o potencial de consumo. Em 2012, essa fatia havia sido de 50%.
Além de perder participação no total de compras nos 5 mil municípios do País, a classe B será praticamente o único estrato social que vai ter uma expansão de gastos com compras abaixo da média da população brasileira. O consumo total deve crescer neste ano 9,9% em relação ao de 2012. Já o da classe B deve subir 6,6%, sem descontar a inflação.
O estudo foi feito com base em um modelo desenvolvido pela consultoria que leva em conta números dos censos e pesquisas do IBGE e fontes secundárias. O pano de fundo é a alta de 3% do PIB e inflação de 5,7%.
“A classe B neste ano está mais pobre do que em 2012 na sua capacidade de fazer novas compras, apesar de ter aumentado o número de domicílios urbanos nesse estrato social”, afirma Marcos Pazzini, diretor do IPC Marketing e responsável pelo estudo. De 2012 para 2013, a classe B foi ampliada em um pouco mais de 300 mil domicílios.
Ele explica que, de um ano para outro, a classe B “exportou” domicílios para a classe A, que ampliou em 11,6% sua capacidade de consumo. Ao mesmo tempo, a classe B recebeu novas famílias, egressas da classe C. Elas ascenderam socialmente pela aquisição de bens, patrocinada pela abundância de crédito, mas sem ter renda compatível com essa capacidade de compra.
Isso ocorre porque o Critério Brasil, da Associação Brasileira das Empresas de Pesquisa (Abep) e adotado pelos institutos de pesquisas, leva em conta a posse de bens e o nível de escolaridade do chefe da família para estratificar socialmente os domicílios. Exemplo: as casas de classe B têm duas TVs, um carro e um banheiro. Na classe A, o número de TVs e de carros dobra e de banheiros triplica. Pazzini diz que criou uma estratificação social de renda média familiar correspondente à posse de bens para se ter uma ideia mais concreta do perfil dessa população.
Luz amarela. O descompasso entre a posse de bens da classe B e a renda faz acender a luz amarela. “Se a inflação disparar, teremos problemas para todos, mas principalmente para a classe B”, diz Fábio Pina, assessor econômico da Fecomércio-SP.
Entre setembro de 2012 e março de 2013, cresceu de 36,2% para 47,3% a fatia de famílias endividadas com renda superior a 10 mínimos. Em igual período, o índice de famílias de renda menor endividadas caiu de 56,8% para 53,6%.
Fonte: recebida nos informativos da Datamark News.

Onda de reajustes cresce no varejo
Há sinais de que haverá novas pressões inflacionárias em diversos segmentos da área de consumo a curto prazo. Depois de a indústria de eletrodomésticos ter acertado reajustes no início do ano em torno de 2% e 3% – parte desse aumento já foi repassado ao consumidor de janeiro a abril – há negociações encaminhadas hoje entre grandes redes varejistas com fabricantes de linha marrom (TVs, aparelhos de som) e com a indústria de alimentos que fabrica produtos de alto valor agregado – como massas pré-prontas e congelados.
Esses reajustes – assim como outros aumentos já negociados este ano entre varejo e indústria de bens de consumo – ocorrem num momento nada propício. Além da desaceleração econômica e do encolhimento da demanda no varejo, o governo tem dito que acompanha “atentamente” os movimentos de repiques inflacionários no mercado. “Em termos macroeconômicos, estamos vivendo o pior cenário possível, com baixo crescimento e inflação. Quem busca reajustes nesse ambiente, faz isso porque vende algo que poucos têm, com baixa concorrência, porque sabe que a loja vai acabar aceitando. E quer ganhar no preço e não no volume vendido”, diz Claudio Goldberg, professor e coordenador de varejo da FGV-RJ.
Segundo três redes de varejo consultadas pelo Valor nos últimos dias, as empresas BRF e Nestlé já pediram reajustes em um conjunto de produtos. No caso da BRF, foi apresentada a uma grande rede de hipermercados uma tabela com alta de 15% nos produtos congelados da marca Sadia, apurou o Valor. Na Nestlé, a alta atingiria, em média, 10%. A Unilever apresentou para uma rede de supermercados de médio porte um reajuste de 5% no sabão em pó – parte já foi repassado em março – e 10% do preço de sua maionese Hellmann’s, líder de mercado. “Está vindo de tudo, mas as maiores altas são de produtos mais caros, de maior valor agregado, normalmente de empresas líderes no segmento em que pedem o aumento”, afirma um diretor de uma rede de supermercado de médio porte.
Procurada, a Nestlé informou que o reajuste não foi no patamar médio de 10%. A BRF e a Unilever não se manisfestaram. De acordo com o IPCA, medido pelo IBGE, entre os produtos industrializados, os campeões de aumentos em 2013 foram o hambúrguer (5,32% entre janeiro e março), bolos (4,74%), massa semipreparada (4,5%) e biscoitos (4,39%). Em higiene e beleza, o campeão é o produto para barbear (5,78% no primeiro trimestre). Ao varejo, a indústria informa que tem de rever tabelas pela alta dos custos de frete, matéria-prima e salários.
Entre os eletroeletrônicos, as três maiores empresas – LG, Samsung e Sony – já acenaram neste mês com tabelas com altas de 5% a 6%, apurou o Valor. As companhias não comentaram o assunto. Uma grande rede de varejo informa que é o primeiro pedido formal de reajuste das companhias desde 2010 – o setor vinha registrando deflação em itens como TVs há alguns anos. “As matrizes têm pressionado as subsidiárias para que melhorem resultados no Brasil e o aumento de preço acabou virando um caminho mais curto”, disse um diretor de rede varejista. “Essa deflação abre espaço para eles pressionarem pelos aumentos, alegando margens apertadas. Já teve empresa que disse até que vai reduzir produção e estoque para poder aumentar preço de eletroeletrônico”.
As negociações avançam apesar do aumento nada propício para isso. Consultorias acreditam que, por causa do aumento da inflação, consumidores já estariam cortando determinadas categorias de produtos da lista de compras. Há perda de vigor da demanda doméstica – fevereiro foi um mês fraco para os supermercados e redes de varejo eletroeletrônico, e março foi um pouco melhor, mas não há sinais claros de retomada no consumo.
Essas pressões vão aumentar o custo da mercadoria vendida (CMV) das varejistas no primeiro e segundo trimestres de 2013. Consequentemente, essa alta deve ter efeito sobre lucro bruto e margem bruta das companhias, num período de aumento da competição entre as redes. Esse acirramento da rivalidade – mais evidente desde 2012, com a perda de vigor da economia – já havia trazido uma discussão em torno do risco de queda na rentabilidade das lojas. As novas pressões inflacionárias agora tendem a reforçar a discussão da proteção da margem de lucro nas redes.
Se não repassar os aumentos, a loja pode perder margem, mas se repassar além da conta, pode reduzir volume de venda, o que acaba comprometendo os resultados da mesma forma. Últimos relatórios de analistas do Deutsche Bank e Bank of America Merrill Lynch destacam o alto volume de promoções para atrair tráfego no varejo brasileiro e os riscos da estratégia.
Fonte: recebida nos informativos da Datamark News.

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