Inflação – a saga continua… até quando?

Abaixo segue mais alguns relatos do mercado e uma inflação que somente alguns estão verificando, ou melhor dizendo, apenas o governo não reconhece pois não é conveniente.
MGP.

quinta-feira, 02 de maio, 2013
Inflação em alta afeta as vendas da Ambev e da BRF no trimestreA disparada dos preços dos alimentos, que cresceram nos últimos 12 meses num ritmo duas vezes superior à inflação, afetou as vendas de alimentos e bebidas na indústria e no varejo nos primeiros meses deste ano.
Duas gigantes do setor, a BRF, que produz alimentos industrializados, e a Ambev, fabricante de cervejas, sentiram dificuldade para vender seus produtos no mercado doméstico no 1° trimestre deste ano e culparam a inflação por isso. “Estamos em boa condição no momento, mas preocupados porque o mercado interno está com grande dificuldade de absorver volumes”, disse o diretor-presidente BRF, José Antonio do Prado Fay, ao apresentar os resultados da companhia.
Apesar da dificuldade, no 1° trimestre deste ano a receita com vendas domésticas somou R$ 4,069 bilhões, com alta de 4% em relação ao mesmo período de 2012. A Ambev registrou queda de 7,1% nas vendas de cerveja no 1° trimestre, na comparação anual. Segundo o diretor-geral, João Castro Neves, a inflação de alimentos e a desaceleração do crescimento da renda disponível do consumidor foram apontadas como os principais fatores para o mau momento do consumo de bebidas. O recuo captado pela indústria já se traduziu em números para o varejo.
Pesquisa encomendada ao instituto Nielsen pela Associação Brasileira de Supermercados mostra que o volume de vendas de uma cesta com-| posta por 130 categorias de produtos caiu 1,6% no 1° trimestre I deste ano em relação a igual período de 2012 e aumentou 0,5% em valor, já descontada a inflação. Isso significa que o consumidor levou menos quantidade de produtos para casa e gastou mais dinheiro.
Os maiores recuos de vendas foram registrados em artigos de higiene e beleza (3,5%), mercearia doce (3,1%), mercearia salgada (3%) e, bebidas alcoólicas As vendas de cerveja caíram 3,2% nos supermercados brasileiros no 1° bimestre na comparação anual. As carnes congeladas recuaram 7,5% no período. “Isso é reflexo do cenário de endividamento elevado das famílias e da desaceleração da economia no curto prazo”7, disse o gerente de atendimento da Nielsen, Fabio Gomes da Silva. Para o presidente do Conselho do Provar, Cláudio Felisoni de Angelo, essa retração não surpreendeu.
“Como a inflação re tira renda e funciona como um imposto regressivo, isto é, castiga os mais pobres, é natural uma queda no consumo de alimentos e bebidas”, disse ele. Em 12 meses até março, o IPCA, a medida oficial de inflação, subiu 6,59%.
Nesse mesmo período, a inflação de alimentos e bebidas atingiu 13,48%. Tendência. Já na avaliação do professor Nelson Barrízzelli, da Universidade de São Paulo, ainda é cedo para dizer que a retração no consumo de itens básicos é uma tendência.
Para ele, os indicadores de consumo são discrepantes. Como exemplo ele cita as vendas de veículos, que estão aquecidas. É que normalmente o corte no consumo começa por bens duráveis e termina nos itens básicos. Márcia de Chiara, Dayanne Sousa, Suzana Inhesta, com Reuters

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Inflação no Brasil – Abril de 2013

Inflação, alguém tem dúvidas que ela esta crescendo fora do controle do governo? Ou será que o caminho que não foi planejado pelo governo para permitir, manter crédito a população, niveis de emprego elevado para conseguir manter seus níveis de popularidade elvados, penalizando a população no longo prazo.

Se o governo não controla a inflação, esta se realimenta das expectativas futuras do mercado, crescendo cada vez mais. Como todos querem manter a sua rentabilidade, utilizam-se desta expectativa futura para acrescentar sua necessidade imediata de reajuste, portanto se a necessidade de um empresário de reajuste é de 5% e a expectativa de inflação futura é de 7% esse empresário irá tentar repassar esses 7%, quem receber esse reajuste irá acrescentar os mesmos 2% e assim por diante. Claro que essa dinâmica é muito mais complexa mas o governo tem que intervir nesse momento freando as expectativas futuras, principalmente se existem restrições a produção.

Se a indústria não tem capacidade momentânea de atender a uma demanda ela aumenta os preços para captar o máximo desse excedente, e quando falamos de indústria, não é a convencional, e sim a logista – estradas, portos, etc..

Mas quem são os principais vilões desta história?
Energia? Combustível? Commodities? Capacidade produtiva da indústria? Falta de infraestrutura?

Energia – o governdo reduziu os impostos porém a participação dos gastos com energia na nossa cesta de consumo é muito menor que outros.
Combustível – o preço só tem aumentado, na gasolina o que se tem feito é acrescentar alcool para manter o preço mas se esquece que isso diminui o rendimento.
Commodities – a China grande vilã que come tudo que o mundo produz tem sido responsável pelos fortes aumentos nos preços das commodities e é uma tendência que por algum tempo não se verifica possibilidade de redução nos consumos.
Capacidade produtiva da indútria – alguns setores sinalizam estarem com a capacidade produtiva tomada, em contraponto o mercado apresenta cada vez mais sinais de desaceleração no consumo Brasileiro, portanto quem esta consumindo?
Falta de infraestrutura – é visível o problema nos noticiários, kms de engarrafamentos nas estradas próximas aos portos.

Abaixo segue duas reportagens que lí de e-mails recebo da Datamark News que confirmam essas angústias apresentas.

Inflação e endividamento vão reduzir participação da classe B no consumo
Inflação em alta e endividamento elevado vão tirar neste ano o fôlego das compras da classe B, o estrato social mais importante no consumo das famílias do País. A participação de domicílios com renda média mensal entre R$ 3,7 mil e R$ 7,4 mil no bolo total dos gastos com produtos e serviços de R$ 2,8 trilhões projetado para este ano deve ser de 48,5%, aponta estudo da IPC Marketing, consultoria especializada em avaliar o potencial de consumo. Em 2012, essa fatia havia sido de 50%.
Além de perder participação no total de compras nos 5 mil municípios do País, a classe B será praticamente o único estrato social que vai ter uma expansão de gastos com compras abaixo da média da população brasileira. O consumo total deve crescer neste ano 9,9% em relação ao de 2012. Já o da classe B deve subir 6,6%, sem descontar a inflação.
O estudo foi feito com base em um modelo desenvolvido pela consultoria que leva em conta números dos censos e pesquisas do IBGE e fontes secundárias. O pano de fundo é a alta de 3% do PIB e inflação de 5,7%.
“A classe B neste ano está mais pobre do que em 2012 na sua capacidade de fazer novas compras, apesar de ter aumentado o número de domicílios urbanos nesse estrato social”, afirma Marcos Pazzini, diretor do IPC Marketing e responsável pelo estudo. De 2012 para 2013, a classe B foi ampliada em um pouco mais de 300 mil domicílios.
Ele explica que, de um ano para outro, a classe B “exportou” domicílios para a classe A, que ampliou em 11,6% sua capacidade de consumo. Ao mesmo tempo, a classe B recebeu novas famílias, egressas da classe C. Elas ascenderam socialmente pela aquisição de bens, patrocinada pela abundância de crédito, mas sem ter renda compatível com essa capacidade de compra.
Isso ocorre porque o Critério Brasil, da Associação Brasileira das Empresas de Pesquisa (Abep) e adotado pelos institutos de pesquisas, leva em conta a posse de bens e o nível de escolaridade do chefe da família para estratificar socialmente os domicílios. Exemplo: as casas de classe B têm duas TVs, um carro e um banheiro. Na classe A, o número de TVs e de carros dobra e de banheiros triplica. Pazzini diz que criou uma estratificação social de renda média familiar correspondente à posse de bens para se ter uma ideia mais concreta do perfil dessa população.
Luz amarela. O descompasso entre a posse de bens da classe B e a renda faz acender a luz amarela. “Se a inflação disparar, teremos problemas para todos, mas principalmente para a classe B”, diz Fábio Pina, assessor econômico da Fecomércio-SP.
Entre setembro de 2012 e março de 2013, cresceu de 36,2% para 47,3% a fatia de famílias endividadas com renda superior a 10 mínimos. Em igual período, o índice de famílias de renda menor endividadas caiu de 56,8% para 53,6%.
Fonte: recebida nos informativos da Datamark News.

Onda de reajustes cresce no varejo
Há sinais de que haverá novas pressões inflacionárias em diversos segmentos da área de consumo a curto prazo. Depois de a indústria de eletrodomésticos ter acertado reajustes no início do ano em torno de 2% e 3% – parte desse aumento já foi repassado ao consumidor de janeiro a abril – há negociações encaminhadas hoje entre grandes redes varejistas com fabricantes de linha marrom (TVs, aparelhos de som) e com a indústria de alimentos que fabrica produtos de alto valor agregado – como massas pré-prontas e congelados.
Esses reajustes – assim como outros aumentos já negociados este ano entre varejo e indústria de bens de consumo – ocorrem num momento nada propício. Além da desaceleração econômica e do encolhimento da demanda no varejo, o governo tem dito que acompanha “atentamente” os movimentos de repiques inflacionários no mercado. “Em termos macroeconômicos, estamos vivendo o pior cenário possível, com baixo crescimento e inflação. Quem busca reajustes nesse ambiente, faz isso porque vende algo que poucos têm, com baixa concorrência, porque sabe que a loja vai acabar aceitando. E quer ganhar no preço e não no volume vendido”, diz Claudio Goldberg, professor e coordenador de varejo da FGV-RJ.
Segundo três redes de varejo consultadas pelo Valor nos últimos dias, as empresas BRF e Nestlé já pediram reajustes em um conjunto de produtos. No caso da BRF, foi apresentada a uma grande rede de hipermercados uma tabela com alta de 15% nos produtos congelados da marca Sadia, apurou o Valor. Na Nestlé, a alta atingiria, em média, 10%. A Unilever apresentou para uma rede de supermercados de médio porte um reajuste de 5% no sabão em pó – parte já foi repassado em março – e 10% do preço de sua maionese Hellmann’s, líder de mercado. “Está vindo de tudo, mas as maiores altas são de produtos mais caros, de maior valor agregado, normalmente de empresas líderes no segmento em que pedem o aumento”, afirma um diretor de uma rede de supermercado de médio porte.
Procurada, a Nestlé informou que o reajuste não foi no patamar médio de 10%. A BRF e a Unilever não se manisfestaram. De acordo com o IPCA, medido pelo IBGE, entre os produtos industrializados, os campeões de aumentos em 2013 foram o hambúrguer (5,32% entre janeiro e março), bolos (4,74%), massa semipreparada (4,5%) e biscoitos (4,39%). Em higiene e beleza, o campeão é o produto para barbear (5,78% no primeiro trimestre). Ao varejo, a indústria informa que tem de rever tabelas pela alta dos custos de frete, matéria-prima e salários.
Entre os eletroeletrônicos, as três maiores empresas – LG, Samsung e Sony – já acenaram neste mês com tabelas com altas de 5% a 6%, apurou o Valor. As companhias não comentaram o assunto. Uma grande rede de varejo informa que é o primeiro pedido formal de reajuste das companhias desde 2010 – o setor vinha registrando deflação em itens como TVs há alguns anos. “As matrizes têm pressionado as subsidiárias para que melhorem resultados no Brasil e o aumento de preço acabou virando um caminho mais curto”, disse um diretor de rede varejista. “Essa deflação abre espaço para eles pressionarem pelos aumentos, alegando margens apertadas. Já teve empresa que disse até que vai reduzir produção e estoque para poder aumentar preço de eletroeletrônico”.
As negociações avançam apesar do aumento nada propício para isso. Consultorias acreditam que, por causa do aumento da inflação, consumidores já estariam cortando determinadas categorias de produtos da lista de compras. Há perda de vigor da demanda doméstica – fevereiro foi um mês fraco para os supermercados e redes de varejo eletroeletrônico, e março foi um pouco melhor, mas não há sinais claros de retomada no consumo.
Essas pressões vão aumentar o custo da mercadoria vendida (CMV) das varejistas no primeiro e segundo trimestres de 2013. Consequentemente, essa alta deve ter efeito sobre lucro bruto e margem bruta das companhias, num período de aumento da competição entre as redes. Esse acirramento da rivalidade – mais evidente desde 2012, com a perda de vigor da economia – já havia trazido uma discussão em torno do risco de queda na rentabilidade das lojas. As novas pressões inflacionárias agora tendem a reforçar a discussão da proteção da margem de lucro nas redes.
Se não repassar os aumentos, a loja pode perder margem, mas se repassar além da conta, pode reduzir volume de venda, o que acaba comprometendo os resultados da mesma forma. Últimos relatórios de analistas do Deutsche Bank e Bank of America Merrill Lynch destacam o alto volume de promoções para atrair tráfego no varejo brasileiro e os riscos da estratégia.
Fonte: recebida nos informativos da Datamark News.

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Cenário Econômico – atualidades

“Volta das férias trouxe otimismo a curto prazo ao mercado”

 Período marcado  pela  volta de europeus e americanos as atividades,  e  com  eles, retomamos alguns temas que contribuíram  para  dar  uma tranquilidade  ao  mercado  e investidores.  O  primeiro  que vale  a ser  lembrado  foi  a decisão  de  Mario  Draghi  – presidente  do  Banco  Central Europeu  –  de  garantir  a recompra  de  títulos  públicos secundários (curto prazo) dos países  pertencentes  a  zona do euro pelo órgão, em linhas gerais,  papeis  emitidos  por Grécia,  Espanha,  Portugal, Irlanda para rolagem de suas dividas  começassem  a  ser questionados  quanto  a  sua liquidez  e  o  BCE  fazendo  o papel  de comprador  dos mesmos,  garante  a tranquilidade  para  que  os agentes de mercado possam negocia-los. Dos EUA vieram as  resoluções  da  ultima reunião do FED, que garantiu continuar  atuando  na economia  americana  via manutenção  das  taxas  de juros  baixas  e  através  da injeção  de  dinheiro  no mercado. Do nosso lado, notamos um mês  fraco  de  movimento cambial,  ainda  na  ressaca pós férias  europeias,  mas com  as  ações  do  Banco Central  fica claro que  tanto o órgão  quanto  o  governo brasileiro  estão  empenhados em  manter  as  cotações dentro  de  um  range  entre 2.00 e 2.10 que propicia certa vantagem aos exportadores e não  penaliza  tanto importadores. 
Fonte:  News recebidas

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Rotaract promove palestra com Coordenador do Curso de Administração da FAE

Rotaract promove palestra com Coordenador do Curso de Administração da FAE

O Rotaract Club Erechim Paiol Grande, grupo de jovens de 18 a 30 anos, patrocinado pelo Rotary Club, além de se preocupar com questões sociais, tem como objetivo o desenvolvimento profissional de seus associados promovendo palestras com diversos profissionais, visitas a empresas e capacitações.

 Corroborando com este último objetivo, foi realizado neste último Domingo (25/09), uma palestra pelo Coordenador do curso de Administração da Faculdade Anglicana de Erechim – FAE Prof. Wagner Bueno, tendo como tema o perfil do Profissional da Administração.

Na foto da esquerda para direita: Marcos Gustavo Picolo – Dir. Comissão Serviços Profissionais do Rotaract Club Erechim Paiol Grande; Palestrante Prof. Wagner Bueno – Coord. Curso Administração FAE; Helton Leczman – Presidente Rotaract Club Erechim Paiol Grande.

Categorias:Diversos

Mais da metade dos que compram comidas congeladas é da classe C

 26/08/2011-08h29 – Infomoney

Mais da metade dos que compram comidas congeladas é da classe C

  SÃO PAULO – Comprar comida semipronta congelada virou hábito entre os brasileiros, sendo que 46,7% admitiram consumir esse tipo de refeição. Destes, a maior representatividade é da classe C, com 52,2%.

Os dados do estudo “Os brasileiros e as refeições”, divulgado pelo Data Popular, revelam ainda que a nova classe média brasileira é a que mais possui o hábito de comprar congelados e consumir refeições de serviço de delivery.

Entre os que costumam comprar comida congelada, a segunda posição é dos brasileiros pertencentes às classes DE, com 28,2%, seguida pelos representantes das classes AB, com 19,6%.

Delivery

No Brasil, 45,6% dos brasileiros utiliza serviços de entrega de comida em domicílio. A classe C também tem mais representatividade, sendo que, do total de consumidores que usam o delivery, 51,8% pertencem a ela.

As classes De E aparecem em segundo lugar, com 26,2%, seguidas das classes A e B, com 22%.

Categorias:Economia

Deficit da Previdência cai 24% e é o menor em 12 anos para o mês de julho

25/08/2011-14h14

Deficit da Previdência cai 24% e é o menor em 12 anos para o mês de julho

Do UOL Economia, em São Paulo

Das Agências

Beneficiado pelo aumento do emprego e da formalização, o deficit da Previdência Social caiu 24% em termos reais em julho na comparação com o mesmo mês do ano passado. O deficit ficou em R$ 2,085 bilhões, melhor resultado para o mês em 12 anos.

No acumulado do ano, o déficit somou R$ 21,864 bilhões, 19,4% inferior ao deficit de R$ 27,126 bilhões registrado de janeiro a julho de 2010, considerando-se já a correção da inflação.

Os saldos negativos do Regime Geral da Previdência Social, que atende aos trabalhadores da iniciativa privada, têm sido amenizados desde o ano passado por um aumento da arrecadação em meio à crescente formalização do emprego.

De janeiro a julho deste ano, a arrecadação previdenciária aumentou 9,4% frente ao mesmo período de 2010, enquanto as despesas tiveram alta de 4,1%, informou o Minsitério da Previdência Social nesta quinta-feira.

Ao comentar os dados, o ministro Garibaldi Alves disse ter ficado favoravelmente surpreso com o resultado de julho, “dado o contexto econômico que o país vive.”

“Julho bombou”, brincou o ministro, acrescentando que sua expectativa é que os resultados sigam favoráveis e que o deficit feche o anoem cerca de R$ 39 bilhões.

Ministro defende regra de previdência complementar para funcionários públicos

Ao comentar a tramitação na Câmara dos Deputados de projeto que institui previdência complementar para os servidores públicos, Garibaldi afirmou que o governo precisa vencer a “batalha da comunicação” em favor do proposta.

A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público da Câmara aprovou na quarta-feira um projeto de lei do Executivo que institui previdência complementar para os servidores civis da União e limita o valor dos proventos de aposentadoria e das pensões ao teto do INSS –que é atualmente de R$ 3.689,66.

A votação dos destaques acontecerá na semana que vem. Depois disso, o projeto, de 2007, ainda precisa ser votado nas comissões de Seguridade, de Finanças e de Constituição e Justiça da Câmara.

As novas regras valeriam apenas para novos concursados, mas ainda assim sofrem resistência por parte de centrais sindicais, que alegam que o regime afetaria negativamente a atratividade da carreira do funcionalismo.

“Eu não concordo com eles (opositores da medida) porque tenho toda uma simulação mostrando que, em relação aos novos servidores, as aposentadorias crescerão com a possibilidade de contribuição para fundos de pensão. O governo tem que vencer essa etapa da batalha da comunicação e mostrar isso”, disse o ministro.

Ele afirmou que o ritmo da tramitação poderá ser acelerado caso o governo opte por propor regime de urgência para o projeto, mas que não há ainda definição sobre isso.

(Com informações da Reuters)

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Salário de trabalhador sem carteira sobe 5 vezes mais; entenda os motivos

25/08/2011-16h57

Salário de trabalhador sem carteira sobe 5 vezes mais; entenda os motivos

Maria Carolina Abe

Do UOL Economia, em São Paulo

Dados do IBGE mostram que, em média, os trabalhadores sem carteira assinada tiveram em julho um aumento de renda até cinco vezes maior do que quem trabalha com carteira assinada.

Os empregados com carteira, no setor privado, receberam,em média, R$ 1.480,30 em julho, um aumento de 1,3% na comparação com junho, e de 2,5% ante o mesmo mês do ano passado.’

Já aqueles que não têm carteira assinada receberam,em média, R$ 1.272,30 em julho, e viram seus rendimentos crescer, 6,9% em relação ao mês anterior, e 12,2% em relação a julho de 2010.

Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo o gerente da pesquisa do IBGE, Cimar Azeredo, uma das explicações para isso é que mais profissionais de baixa renda estão sendo contratados com registro. Isso reduz a média geral de salários dessa faixa.

O professor de Finanças do Ibmec-RJ, Gilberto Braga, lembra que o setor de serviços foi um dos que mais cresceram na economia. Essa área tem tradicionalmente uma parte considerável de profissionais sem carteira assinada, como é o caso de mecânicos, eletricistas e domésticas. Como houve mais movimento, eles também passaram a ganhar mais.

Além disso, devido à escassez de certos tipos de profissionais –como domésticas, por exemplo– o mercado também precisou oferecer salários mais altos.

Finalmente, Braga diz que foi preciso elevar a remuneração de quem não tem carteira assinada para “competir” com o pacote de auxílio do governo. “É preciso oferecer mais dinheiro para uma pessoa que recebe o bolsa-família, por exemplo, para valer a pena ela sair de casa para trabalhar.”

Mas ele faz uma ressalva: “Não necessariamente quer dizer que as pessoas sem carteira assinada ganham mais, mas sim que o crescimento da renda delas foi maior”.

(Com informações do Valor)

Categorias:Economia